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01/04/2010

Não desperdice seu câncer

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A história desse cara me fez refletir em alguns pontos:

- Até que ponto Deus está no comando de minha vida?

- De que maneira a minha vida glorifica ao meu Senhor?

- Quanto eu confio que Ele é soberano e sabe o que é melhor pra mim?

- Eu seria capaz de louvá-lo se estivesse na situação que Zac está?

Em momentos como esse é que nossa fé fraca se revela de fato.

E você, o que acha?

Que o Deus soberano, que tudo sabe, possa realmente ser o comandante de nossas vidas!

fonte vídeo: IPródigo


Edificou? Não seja egoísta, repasse!

15/02/2010

Graça suficiente para HOJE

Nós imaginamos muitos cenários. Nos preocupamos com muitas coisas que nunca acontecerão. Gosto da definição da preocupação com que me deparei recentemente:

“Preocupação é o juro pago sobre um débito que talvez nunca venhamos a contrair”.

Esta é uma definição que vale ser lembrada, uma vez que expõe a estupidez da preocupação.

Hoje é segunda-feira, não terça-feira.

Quanto da segunda-feira você gastou imaginando? Não me refiro ao bom uso da imaginação: imaginando, sonhando, pensando em novas possibilidades. Refiro-me ao uso negativo da sua imaginação: mentalmente ensaiando circunstâncias difíceis ou estressantes de seu futuro do faz-de-conta. Você desperdiçou a segunda-feira tentando “ensaiar” mentalmente o que seria enfrentar a sua previsão de terça-feira?

Nos tornamos temerosos, sobrecarregados, sem nenhum divertimento ao redor, e terrivelmente ineficazes no presente quando tentamos viver a vida através de nossas imaginações. O que envolve essa dinâmica?

Há algumas semanas atrás fui caminhar com o meu amigo Toby. Falei com Toby sobre alguns de meus receios sobre o futuro com relação à minha família e meu trabalho. Expus os meus cenários e minhas previsões. Quanto mais eu falava das minhas previsões imaginadas, mais enrolado eu ficava. Toby percebeu isso e proferiu uma poderosa sentença:

“Deus não nos dá a graça para nossas imaginações.”

Toby me fez relembrar de um dos fundamentos do qual parecemos sempre esquecer.

Deus nos dá graça para hoje, graça para o que está diante de nós. Hoje é segunda-feira. E hoje Deus nos deu o suprimento da graça que precisamos para navegar a segunda-feira, 16 de fevereiro de 2010. Mas hoje, segunda-feira, Deus não nos deu a graça para lidar com a terça-feira, ou as nossas imaginações sobre a terça-feira.

Pare por um segundo. Por onde andou a sua imaginação por todo o dia? O que você tem imaginado sobre o amanhã, sobre a próxima semana, sobre o próximo ano? Essas imaginações te tornam pesado porque Deus não dá graça para sua imaginação. Ele não trabalha dessa forma. Na verdade, Ele trabalha da seguinte maneira:

“Eis que vos farei chover do céu pão, e o povo sairá e colherá diariamente a porção para cada dia” (Êxodo 16:4).

A graça de Deus é como o maná. Deus nos dá "a porção diária a cada dia". É por isso que Jesus nos ensinou a orar por nosso pão "de cada dia", e não pelo pão “da próxima semana".

Precisamos parar de ser como esquilos. Nós não precisamos estufar nossas bochechas com o maná de hoje, tentando ansiosamente armazenar energia para o cruel inverno desagradável que imaginamos estar chegando. Deus não nos dá a graça para a nossa imaginação, ele não nos dá a graça para a nossa perspectiva “esquilo” de vida.

Mas ouça a boa notícia: hoje Deus te deu a sua porção diária da graça. Você pode parar de desperdiçar segundas-feiras com toda a sua imaginação e bochechas estufadas. Se você confiou em Cristo, você tem um Pai Soberano, que está sentado em um grande trono no céu, exercendo detalhada supervisão tanto sobre sua segunda quanto sobre sua terça-feira para que você possa dedicar sua total atenção para aquilo que ele te chamou para fazer hoje: segunda-feira, 16 de fevereiro de 2010.

Canalize sua imaginação. Pare de pagar juros sobre um débito que provavelmente jamais terá. Deixe de estufar suas bochechas – isto parece ridículo.

Meu amigo Todd me disse a mesma verdade que meu amigo Toby. Recentemente, Todd me enviou este parágrafo do comentários de Iain Duguid sobre o Livro de Daniel, especificamente sobre Daniel 3 e a difícil situação de Sadraque, Mesaque, Abednego na fornalha ardente:

Quando criança e ainda bem jovem, às vezes costumava imaginar e me preocupar sobre como seria estar no lugar deles. O que eu faria se fosse confrontado com uma escolha semelhante entre negar Cristo e/ou uma morte dolorosa? Eu duvidava de que seria tão corajoso no serviço do Senhor como estes jovens foram; Eu temia se desmoronaria sob a pressão. Na medida em que cresci, contudo, percebi duas coisas. Primeiro, Deus não prometeu nos dar a graça para enfrentar todas as situações desesperadoras nas quais poderíamos nos imaginar. Ele prometeu nos sustentar apenas naquelas que Ele realmente nos permite. Ele, portanto, não promete que conseguiremos imaginar como poderemos atravessar o fogo pela sua misericórdia, mas ele promete que SE Ele nos levar a atravessar o fogo, ele nos dará graça suficiente para aquele momento. Como o maná, graça não é alguma coisa que possa se estocada para uso posterior; cada dia recebe seu próprio suprimento.

Amém?

retirado de Reforma & Razão

10/02/2010

Alguém Digno de ser esperado

"Quando soube que voltaria em breve, senti-me incomodado, assim que cheguei em casa.
Sei que moro provisoriamente naquele lugar, mas não é razão para deixar a casa naquele desleixo: deixei a infiltração embolorar os móveis, as teias se acumularem nos cantos do teto.
De repente, aqueles detalhes desimportantes ganharam uma atenção que normalmente não dou. Comecei a enxergar sujeiras acumuladas em louças, pias e roupas, e comecei a imaginar o vexame quando ele chegar e ter o desgosto de presenciar tamanha porcaria.
Corri a comprar tinta e pintei a fachada, portão, dando mais atenção aos cômodos internos na sua manutenção: esfreguei bem roupas e pratos, comprei comida , preparei ótimas refeições: me dei conta que meus filhos estavam raquíticos, famintos. Verifiquei que não era apenas fome: eles andavam tristes com minha ausência, minha falta de tato, minha imbecilidade.
Embora o dono da casa seja como um pai para mim, e nunca me negou nada, não foram poucas as vezes que não entendi o porque de suas ações ou do silêncio diante de certas situações que até julgo ser de sua responsabilidade.
Mesmo assim, a simples menção de recebê-lo me causou uma mistura de euforia com pavor. Não sei se me faço entender. Só penso em manter a casa arrumada até que ele venha.
O problema é que começa a demorar, mas o costume de procurar manter a casa arrumada para sua chegada se fez hábito em minha vida, o que fez melhorar minha vida e muito. Logicamente, há dias que levanto indisposto, e nem capricho tanto na refeição da família, nem me apercebo que o mato do jardim já encobre as flores. Dá a impressão que eles nasceram de um dia para outro. Mas o sentimento ressurge e procuro deixar as coisas no lugar, novamente"

Muitos falam sobre a igreja primitiva e a devoção que fez a diferença no evangelismo mundial. Mas são poucos que creem que este sucesso todo estava na convicção de que Jesus voltaria ainda naqueles dias, e este sentimento tão real fez que muitos se desfizessem dos bens, e vivessem apenas para aguardar o glorioso retorno.

Creio que a melhor coisa que Jesus poderia ter feito em relação a seu retorno foi o que fez: encobrir a data de sua volta, mesmo com o prejuízo que isso parece causar.

"Louco! Esta noite pedirão a sua alma!" - disse Deus ao rico que não pensava que sua existência findaria aquela noite, e nunca pensava da forma que tinha de pensar. Isto é que contava a parábola do Mestre. O rico calculava que o amanhã ainda existiria. Todos somos assim.

Crer que a volta de Cristo pode acontecer enquanto escrevo este artigo, ou enquanto você o lê, faz com que nós tornemos urgente o que há de ser feito. Quando penso que tenho todos os amanhãs da existência , me dou ao louco luxo de transferir indefinidamente o bem que posso fazer, mas não faço por crer que ainda tenho tempo. Deixo de perdoar, de pedir perdão, de amar.

Alguém pode dizer: muitos esperaram por Ele, mas Ele não veio: É verdade.

Mas os que viveram como se Ele estivesse a porta, fizeram de sua vida algo melhor, com a disciplina de quem mantém a casa caprichosamente arrumada para receber alguém que se ama muito e pode chegar a qualquer momento. Que o Mestre venha ou não ainda nesta geração, que nos encontre arrumados, com lanternas devidamente carregadas.

escrito por: Zé Luiz | Cristão Confuso

Me edificou muito, fica dica para refletir!