Mostrando postagens com marcador Graça. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Graça. Mostrar todas as postagens

04/05/2010

Há uma Cruz no fim do Túnel


"Há uma cruz no fim do túnel" (Paulo Brabo)

A cruz ainda permanece uma vergonha para muitos que, ao invés de tomarem como suficiente a imensurável Graça, preferem a dor do holocausto (ou sacrifício de tolo), tapando o sol com a peneira, tentando recompensar o pecado com auto punições desnecessárias.

Não há nada que possamos fazer para abater o preço que foi pago. "Está consumado". A dor que escreveu os versos mais densos e cruéis do poema da cruz não pode ser substituída. Não existem jejuns, orações, penitências, promessas, sacrifícios, lágrimas ou boas ações que nos justifique - somente a cruz nos limpa e erradica de nossa vida a morte que o pecado injeta em nossas veias.

A cada novo dia, o veneno da injustiça corre em nosso sangue e corrompe nossa fé - a não ser que estejamos vacinados com o Remédio do Calvário, o mesmo que pode transformar o mais vil criminoso em um homem de Deus, irrepreensível e justificado pela Graça Divina.

A gentileza de Deus em nos fazer limpos não é (e jamais poderá ser) inferior aos sacrifícios tolos que estão ao alcance de nossas mãos.

Somos pecadores, mentirosos, covardes, injustos, bobos, cafajestes, preguiçosos, cruéis, impacientes ou simplesmente inseguros. Mas o amor manifesto na cruz nos fez um com Àquele que consumou o sacrifício final, nos fez co-herdeiros daquele que venceu a morte para nos dar a vida, e vida em abundância e nos reconciliou com o Pai que não abre mão de nos amar.

Para nossa alegria, o que satisfará nossos corações não será ver o nosso próprio sangue derramado nas páginas sombrias de nossa vida, mas sim o cavalheirismo de um Deus cujo amor não se pode medir.

A sua Graça nos basta.

Encontrei no T7

Edificou? Não seja egoísta, repasse!

07/03/2010

Graça pra quem?


Para os dilapidados, os derrotados e os exauridos,

Para os cristãos musculosos que têm John Wayne como herói, e não a Jesus,

Para os sobrecarregados que vivem ainda mudando o peso da mala pesada de uma mão para outra,

Para os acadêmicos que aprisionam Jesus na torre de marfim da exegese,

Para os vacilantes e de joelhos fracos, que sabem que não se bastam de forma alguma e são orgulhosos demais para aceitar a esmola da graça admirável,

Para gente barulhenta e bonachona que manipula o cristianismo a ponto de torná-lo um simples apelo ao emocionalismo,

Para os discípulos inconsistentes e instáveis cuja azeitona vive caindo para fora da empada,

Para os místicos de capuz que querem mágica na sua religião,

Para homens e mulheres pobres, fracos e pecaminosos com falhas hereditárias e talentos limitados,
Para os cristãos "aleluia", que vivem apenas no alto da montanha e nunca visitaram o vale da desolação,

Para os vasos de barro que arrastam pés de argila,

Para os destemidos que nunca derramaram lágrimas,

Para os recurvados e contundidos que sentem que sua vida é um grave desapontamento para Deus,

Para os zelotes ardentes que se gabam com o jovem rico dos Evangelhos: "Guardo todos esses mandamentos desde a minha juventude",

Para gente inteligente que sabe que é estúpida, e para discípulos honestos que admitem que são canalhas,

Para os complacentes, que ostentam sobre os ombros um sacolão de honras, diplomas e boas obras, crendo que efetivamente chegaram lá,

Para os legalistas, que preferem entregar o controle da alma a regras a viver em união com Jesus,

Para gente como eu e você, gente: GRAÇA

--||--

adaptado do livro o Evangelho Maltrapilho de Brennan Mannig

retirado de Amando ao Próximo


Edificou? Não seja egoísta, repasse!

16/02/2010

Gálatas e a liberdade

“Estais, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão” (Gálatas 5:11)

Uma família cheia de ímpeto que executa cuidadosamente seu plano de fuga à meia-noite e corre para a fronteira…

Um homem que do lado de fora dos muros da prisão respira ar fresco e se deixa banhar pelo sol…

Uma Jovem que ostenta todos os traços de uma droga devastadora que acabou de ser liberta…

Todas essas pessoas estão livres.

E, com uma renovada antecipação, podem agora iniciar uma vida nova.

Quer na fuga da opressão, na liberação da prisão ou na quebra de um hábito sufocante, a liberdade significa vida. Não existe maior felicidade do que saber que o passado foi esquecido e que novas opções nos aguardam. As pessoas anseiam pela liberdade.

O Livro de Gálatas  representa nosso alvará para a liberdade cristã. Nesta tão profunda carta, Paulo proclama a realidade da nossa liberdade em Cristo -  livres da lei e do poder do pecado, e para servir ao nosso Senhor, que é vivo e presente.

A maioria dos primeiros convertidos e líderes da igreja primitiva era formada por judeus cristãos, que proclamavam Jesus como seu Messias. Como judeus cristãos, lutavam contra uma dupla identidade. Sua tradição judaica os obrigava a ser rígidos seguidores da lei, mas sua recém-encontrada fé em Cristo os convidava a celebrar uma santa liberdade. Estavam curiosos para saber como os gentios (aqueles que não eram judeus) podiam fazer parte do Reino do Céu.

Essa controvérsia dividia a igreja primitiva. Os judaizantes  - uma facção de judeus extremistas dentro da igreja – ensinavam que os cristãos gentios eram obrigados a obedecer às leis e tradições judaicas, além de sua fé em Cristo. Paulo como missionário para os gentios, teve muitas vezes que enfrentar essa questão.

Portanto o livro de Gálatas foi escrito para refutar esses judaizantes e levar os crentes a viverem o evangellho puro e original. As Boas Novas são, igualmente para todos os povos – gentios e judeus. A salvação é pela graça de Deus, pela fé em Jesus Cristo, e nada mais. A fé em Cristo siginifica ter a verdadeira liberdade.

Deposi de uma breve introdução (1.1-5), Paulo dirige-se àqueles que aceitavam o evangelho deturpado dos judaizantes (1.6-9). Ele faz um resumo da controvérsia e inclui um confronto pessoal que teve com Pedro e outros líderes (1.10-2.16). Em seguida, aludindo à sua conversão, o apóstolo demonstra que a salvação só pode ser alcançada pela fé (2.17-21), apela para a própria experiência dos leitores do evangelho (3.1-5)  e mostra que o Antigo Testamento ensina sobre a graça (3.6-20). Em seguida, explica o propósito das leis de Deus e o relacionamento entre a lei, as promessas de Deus e Cristo (3.21-4.31).

Tendo colocado seus fundamentos, Paulo estabelece os argumentos da liberdade cristã. Somos salvos pela fé, e não por guardarmos a lei mosaica (5.1-12); nossa liberdade significa que somos livres para amar-nos, servir-nos mutuamente e agirmos corretamente (5.13-26); os cristãos devem ajudar-se mutuamente a desempenhar as suas responsabilidades (6.1-10) e ser bons uns aos outros (6.1-10)  Em 6.11-18, Paulo expõe seus pensamentos finais.

Ao ler a carta aos Gálatas, procure entender esse conflito do primeiro século entre a graça e a lei, ou, entre a fé e as obras, mas esteja também consciente dos exemplos e dos paralelos modernos. Como Paulo, defenda a verdade do evangelho e refute todos aqueles que pretendem aumentar, modificiar ou “torcer” essa verdade.

Você é livre em Cristo – venha para a luz e comemore!

Escrito por CPAD – Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal

15/02/2010

Graça suficiente para HOJE

Nós imaginamos muitos cenários. Nos preocupamos com muitas coisas que nunca acontecerão. Gosto da definição da preocupação com que me deparei recentemente:

“Preocupação é o juro pago sobre um débito que talvez nunca venhamos a contrair”.

Esta é uma definição que vale ser lembrada, uma vez que expõe a estupidez da preocupação.

Hoje é segunda-feira, não terça-feira.

Quanto da segunda-feira você gastou imaginando? Não me refiro ao bom uso da imaginação: imaginando, sonhando, pensando em novas possibilidades. Refiro-me ao uso negativo da sua imaginação: mentalmente ensaiando circunstâncias difíceis ou estressantes de seu futuro do faz-de-conta. Você desperdiçou a segunda-feira tentando “ensaiar” mentalmente o que seria enfrentar a sua previsão de terça-feira?

Nos tornamos temerosos, sobrecarregados, sem nenhum divertimento ao redor, e terrivelmente ineficazes no presente quando tentamos viver a vida através de nossas imaginações. O que envolve essa dinâmica?

Há algumas semanas atrás fui caminhar com o meu amigo Toby. Falei com Toby sobre alguns de meus receios sobre o futuro com relação à minha família e meu trabalho. Expus os meus cenários e minhas previsões. Quanto mais eu falava das minhas previsões imaginadas, mais enrolado eu ficava. Toby percebeu isso e proferiu uma poderosa sentença:

“Deus não nos dá a graça para nossas imaginações.”

Toby me fez relembrar de um dos fundamentos do qual parecemos sempre esquecer.

Deus nos dá graça para hoje, graça para o que está diante de nós. Hoje é segunda-feira. E hoje Deus nos deu o suprimento da graça que precisamos para navegar a segunda-feira, 16 de fevereiro de 2010. Mas hoje, segunda-feira, Deus não nos deu a graça para lidar com a terça-feira, ou as nossas imaginações sobre a terça-feira.

Pare por um segundo. Por onde andou a sua imaginação por todo o dia? O que você tem imaginado sobre o amanhã, sobre a próxima semana, sobre o próximo ano? Essas imaginações te tornam pesado porque Deus não dá graça para sua imaginação. Ele não trabalha dessa forma. Na verdade, Ele trabalha da seguinte maneira:

“Eis que vos farei chover do céu pão, e o povo sairá e colherá diariamente a porção para cada dia” (Êxodo 16:4).

A graça de Deus é como o maná. Deus nos dá "a porção diária a cada dia". É por isso que Jesus nos ensinou a orar por nosso pão "de cada dia", e não pelo pão “da próxima semana".

Precisamos parar de ser como esquilos. Nós não precisamos estufar nossas bochechas com o maná de hoje, tentando ansiosamente armazenar energia para o cruel inverno desagradável que imaginamos estar chegando. Deus não nos dá a graça para a nossa imaginação, ele não nos dá a graça para a nossa perspectiva “esquilo” de vida.

Mas ouça a boa notícia: hoje Deus te deu a sua porção diária da graça. Você pode parar de desperdiçar segundas-feiras com toda a sua imaginação e bochechas estufadas. Se você confiou em Cristo, você tem um Pai Soberano, que está sentado em um grande trono no céu, exercendo detalhada supervisão tanto sobre sua segunda quanto sobre sua terça-feira para que você possa dedicar sua total atenção para aquilo que ele te chamou para fazer hoje: segunda-feira, 16 de fevereiro de 2010.

Canalize sua imaginação. Pare de pagar juros sobre um débito que provavelmente jamais terá. Deixe de estufar suas bochechas – isto parece ridículo.

Meu amigo Todd me disse a mesma verdade que meu amigo Toby. Recentemente, Todd me enviou este parágrafo do comentários de Iain Duguid sobre o Livro de Daniel, especificamente sobre Daniel 3 e a difícil situação de Sadraque, Mesaque, Abednego na fornalha ardente:

Quando criança e ainda bem jovem, às vezes costumava imaginar e me preocupar sobre como seria estar no lugar deles. O que eu faria se fosse confrontado com uma escolha semelhante entre negar Cristo e/ou uma morte dolorosa? Eu duvidava de que seria tão corajoso no serviço do Senhor como estes jovens foram; Eu temia se desmoronaria sob a pressão. Na medida em que cresci, contudo, percebi duas coisas. Primeiro, Deus não prometeu nos dar a graça para enfrentar todas as situações desesperadoras nas quais poderíamos nos imaginar. Ele prometeu nos sustentar apenas naquelas que Ele realmente nos permite. Ele, portanto, não promete que conseguiremos imaginar como poderemos atravessar o fogo pela sua misericórdia, mas ele promete que SE Ele nos levar a atravessar o fogo, ele nos dará graça suficiente para aquele momento. Como o maná, graça não é alguma coisa que possa se estocada para uso posterior; cada dia recebe seu próprio suprimento.

Amém?

retirado de Reforma & Razão